Fig. 1 e Fig. 1 espelhada alternadas – Cristina Suzuki

da série Imprinting – Simulações Portáteis 2015 – 2017. Fotografias ampliadas de print screen da tela do smartphone de postagem no Instagram 18 x 8,5 cm (cada)

Período: 02.08.17 a 16.09.17

Horário de visitação: de terça à sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 17h.

Cristina Suzuki apresenta a sua primeira individual na Adelina Galeria. Fig. 1 e Fig. 1 espelhada alternadas, com curadoria de Ananda Carvalho, fica em exposição de 02 de agosto a 16 de setembro.

A mostra tem como origem a experimentação de Cristina Suzuki no Instagram com o projeto Imprinting (iniciado em 2013). Suzuki começou a explorar a rede social por meio de publicações de projetos com simulações digitais elaboradas para instalações em galerias, museus e outros espaços culturais que possuem alguma espécie de edital de seleção. Ela percebeu que isso causou impacto nos seus seguidores, gerando dúvida sobre o que era ou não real.

Fig. 1 e Fig. 1 espelhada alternadas discute a qualidade das relações e informações nas redes sociais, mas, principalmente, permite que Suzuki debata o circuito de artes, a validação do artista e o valor de sua obra. Para isso, além de 10 imagens de obras extraídas do seu Instagram, Suzuki também traz uma vídeo-instalação onde brinca com a questão do real e o imaginário.

“A exposição Fig. 1 e Fig. 1 espelhada alternadas procura refletir sobre os processos de reprodutibilidade na arte e suas possibilidades de pulverizá-la. É na repetição do gesto criador de sistemas que as proposições de Cristina acontecem. A exposição não se detém na materialidade (em que as paredes são pintadas com tinta) ou na veridicidade dos fatos (se os trabalhos publicados no Instagram realmente aconteceram); ela busca colocar em evidência o gesto artístico para propor discussões que vão além de questões formais e estéticas”, contextualiza a curadora.

Cristina Suzuki (São Paulo, 1967) é artista visual, formada em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (Santo André) em 1990. Já participou de exposições coletivas e individuais em vários estados brasileiros, entre elas, Salão de Arte Contemporânea de Santo André (2016), Edital de ocupação espaços SESI – Suzano (2016), Programa de Exposições Museu de Arte de Goiânia (2015), Programa Anual de Exposições MARP – Ribeirão Preto, SP (2009), Arte Pará e VIII Bienal do Recôncavo (2006). Possui obras nos acervos da Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Prefeitura de Santo André e Centro Cultural Victor Brecheret.