Empty Project – Claudio Roncoli

Período: 02.08.17 a 16.09.17

Horário de visitação: de terça à sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 17h.

Empty Project, com curadoria de Rodrigo Alonso, é a primeira exposição do argentino Claudio Roncoli no Brasil. A mostra fica em cartaz de 02 de agosto a 16 de setembro na Adelina Galeria. Na individual Empty Project, fruto de sua investigação sobre a cultura urbana (projeto iniciado em 2015), Claudio Roncoli nos convida a refletir sobre o nosso ambiente imediato, abordando o vazio de uma época caracterizada pelos excessos. O projeto se desenvolve a partir da abstração de símbolos de marcas comerciais que inundam as grandes cidades com sua presença, em um processo de limpeza de referências textuais para se centrar nas suas cores e formas que monopolizam a nossa atenção.

“Para uma pessoa oriunda de Buenos Aires – uma cidade de inegável tradição europeia – a lógica metropolitana dos Estados Unidos, com suas grandes distâncias e o protagonismo do automóvel, não é tão simples de assimilar. Porém, as diferenças mais notáveis não são de estrutura, mas de organização, explica Rodrigo Alonso, curador da exposição.

“Na Argentina, quando se aproxima uma cidade, os sinais de trânsito orientam para a praça central, que geralmente está rodeado por edifícios comunitários, como uma prefeitura, uma escola ou uma igreja. Nos Estados Unidos, no entanto, percebe-se que se aproxima de uma cidade quando se detecta os cartazes publicitários de certas empresas de consumo’”, refere-se Roncoli.

O resultado dessa pesquisa possui conotações gráficas que recordam a fascinação do pop-art pela estridência da sociedade de consumo. “Não obstante, o olhar do artista argentino responde a um tempo completamente diferente. Enquanto os criadores pop celebram os produtos comerciais por sua capacidade de democratizar a cultura, com o otimismo de uma sociedade que se voltava à felicidade que provém dos objetos após as carências e os traumas de uma guerra, Roncoli se coloca no contexto de um processo de globalização que debilita as nacionalidades e as democracias, que aparta os indivíduos da construção social, os esvazia de sua subjetividade e deixa nas mãos das corporações a fabricação de novas identidades (claramente, corporativas)”, conclui Alonso.